Você sabia que a essência do estilo boho vem dos povos originários? No dia 19 de abril, celebramos o Dia dos Povos Indígenas.

Muitos acreditam que o estilo Boho nasceu sob as luzes dos festivais de música ou no movimento hippie dos anos 70. Mas, se olharmos de perto, para além das franjas e das coroas de flores, descobriremos que a verdadeira essência desse estilo não é uma invenção recente da moda. O Boho é, na verdade, uma rica colcha de retalhos cultural, e sua fonte mais profunda de autenticidade bebe diretamente da sabedoria dos povos originários e seus entrelaces durante a história.

Uma curiosidade sobre os povos indígenas, para conseguirmos mensurar a grandiosidade desta cultura:

No Mundo

No Brasil

Dados atualizados do Censo 2022 (com revisões detalhadas publicadas entre 2025 e 2026) mostram uma riqueza cultural enorme:

Para nós, que buscamos uma casa e um guarda-roupa com mais alma, é preciso entender que o uso de materiais crus, as fibras naturais e a conexão visceral com a natureza não são apenas “tendências” passageiras do design. Eles são, antes de tudo, modos de vida moldados por milênios.

Nesta semana em que celebramos os povos indígenas, convido você a olhar para o seu redor com novos olhos. Vamos desvendar como a herança ancestral das aldeias moldou a estética que tanto amamos e como essa conexão com a terra é o que realmente traz vida, história e bem-estar para os nossos ambientes e para o que vestimos.

A decoração Boho tem muitas texturas, e aqui a influência indígena tem uma influência muito forte!

Na moda o design indigena ganha muito destaque também, principalmente no estilo boho, é claro.

Entender que o estilo Boho é um estilo ligado à ancestralidade, artesanalidade e natureza muda a forma como decoramos nossa casa e como escolhemos o que vestir. Quando trazemos um cesto de palha trançada para a sala ou escolhemos um acessório de sementes, não estamos apenas seguindo uma “estética de revista”. Estamos valorizando a cultura indígena e nosso elo com as nossas origens. Na decor e na moda, escolha itens étnicos versáteis, na decor com cachepôs de fibras naturais, tapeçarias, redes, objetos que façam um elo entre você e a cultura indígena. Evite o uso de cocar e itens cerimoniais, por respeito ao lado sagrado dos povos indígenas.

E, como entusiasta do consumo consciente, reforço: valorizar a influência indígena é, acima de tudo, valorizar o artesão.

Nesta semana, e em todas as outras, que nosso olhar Boho seja um olhar de respeito. Que a gente aprenda com os povos originários que a beleza mais profunda não está no que é descartável, mas naquilo que carrega história, tempo e o toque humano.

Menos industrial, mais artesanal. Isso é ser verdadeiramente Boho.

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